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Cesky Krumlov: Um pequeno tesouro na Republica Checa

Cesky Krumlov é uma pequena cidade medieval situada a 160 Km a Sul de Praga na região da Boémia do Sul. Esta pequena cidade com pouco mais de 13.000 habitantes, encontra-se situada entre as margens do rio Vitava e foi construída em redor de um castelo, com elementos góticos, renascentistas e barrocos, que data do século XIII . 




Cesky Krumlov é o exemplo perfeito de uma pequena cidade medieval da Europa Central, cuja arquitectura permaneceu intacta até aos dias de hoje, a cidade foi considerada património Mundial da Unesco em 1992. 


O centro histórico desta pequena cidade é fantástico, pois para além de preservar os seus labirintos de ruas estreitas de pedra, tem também uma ponte que faz lembrar a ponte Carlos de Praga. Na praça central da cidade, podes encontrar belas construções de estilo renascentista, que te vão dissipar qualquer tipo de dúvidas relativamente á riqueza histórica e cultural da cidade. 

No entanto, o ponto de maior interesse turístico de Cesky Krumlov é o seu castelo, que devido aos elementos arquitectónicos que referi anteriormente, é extraordinário e de uma beleza invulgar. É possível visitar o castelo e vale a pena subires à torre, uma vez que consegues obter uma vista espectacular para a cidade. 

A cidade de Cesky Krumlov é hoje em dia uma cidade vocacionada para o turismo, tendo já bastantes hotéis e pousadas. No verão são organizadas actividades para os turistas, tais como: óperas ao ar livre e feiras medievais.

Em suma, Cesky Krumlov é uma cidade que marca quem a visita, é pequena mas de uma beleza incrível e é sem duvida um lugar mágico a poucos quilómetros de Praga.
                                                                                                    
PS: Se quiseres ir Cesky Krumlov contacta-nos, nós ajudamos-te a organizar a tua viagem.           

Praga: Uma cidade entre a leveza e o peso, entre o amor ideal e o amor real

As cidades não são só feitas de pedra, betão e ferro forjado. As cidades não são só feitas de teatros, casas de espectáculo e obras de arte. As cidades são feitas de tanques que esmagam flores. As cidades são feitas de histórias que se passaram na casa número 29. As cidades são feitas de palavras, de enredos, de compromissos, de liberdade, de um cão a correr no parque e de um chapéu de coco numa mezinha de cabeceira.


E neste contexto que surge Praga, uma cidade erguida nas colinas de ambas as margens de um rio sinuoso, o Vltava, dividida entre Nova e Velha e com um enorme património tangível e intangível.

A capital da Republica Checa, possui um centro histórico que é preservado como se de um cristal de Boémia se tratasse, por isso foi sem espanto, que em 1992, passou a pertencer à lista de património cultural mundial da UNESCO. A simbiose única de todos os estilos arquitectónicos que encontras na cidade - as rotundas românicas, torres góticas, mansões e palácios renascentistas, sinagogas judias até as igrejas e conventos barrocos - , aliada à infinidade de ruelas românticas de traçado irregular, torres douradas, cúpulas de igrejas, Arte Nova e Arte Moderna, faz com que Praga justifique todos os apelidos que já recebeu: “cidade dourada”, “pequena Paris”, “mãe de todas as cidades”, “coração da Europa” e "cidade das cem cúpulas".
Em Praga distinguem-se 5 zonas históricas: o Castelo (Hradcany), Malá Strana (Parte Pequena), a Cidade Velha (Stare Mesto), a Cidade Nova (Nove Mesto) e o bairro Josefov (a Cidade Judia).

Dentro do vasto património que integra estas 5 zonas, sem dúvida que pela sua imponência, o monumento que mais se destaca é o Castelo de Praga. Esta fortificação da colina Hradcany, foi construída entre os séculos XIV e século XVII, e desde então que domina a capital na margem esquerda (oriental) do Vltava. Esta antiga residência dos reis da Boémia é onde mora actualmente o presidente da república checo. Ao lado do castelo, ergue-se a grande catedral gótica de São Vito (tens que subir à torre do relógio, são mais de 280 degraus em caracol, mas a vista para a cidade é magnífica e vale cada degrau) e o Belvedere em estilo renascentista.

Ao desceres a colina do castelo, entre as numerosas pontes que atravessam o rio Vlatva, vais encontrar a Ponte Carlos (Karluv Most). Esta imponente ponte, está decorada com 30 estátuas que representam vários santos e é a artéria vital que liga o Castelo de Praga à Cidade Velha.

Uma vez na Cidade Velha, vais poder desfrutar de teatros, museus, ruelas, prédios e da vida da Praça da Cidade Velha. E neste ponto icónico da cidade de Praga, que costumam estar barraquinhas com artesanato e comida local, ocasionalmente, um espectáculo de marionetas (muito populares em Praga). No Verão desfruta das esplanadas e aproveita para beber uma  Budvar (quem diz uma, diz duas ou três) bem fresca. Uma vez na Praça, lembra-te de verificares as horas no teu relógio e se a hora estiver a mudar, move o olhar na direcção do relógio astronómico Orloj. O relógio astronómico de praga é uma peça única, que ainda hoje faz parar os habitantes locais aquando da mudança da hora (e se para os locais, é bem capaz de te fazer parar a ti).

O bairro Malá Strana (Cidade pequena) é outro ponto de visita obrigatório, é onde vais encontrar as igrejas barrocas de São Nicolau e do Loreto, bem como numerosos palácios da nobreza Checa do século XVII, em estilo barroco. Como Praga é um cidade de contrastes, vais encontrar em Malá Strana, a parede Lennon, um túmulo simbólico pintado a graffiti e com poemas do John Lennon escrevinhados.

Realmente existe um cem número de pontos de interesse em Praga. Mas concentra-te, olha para o mapa e vai na direcção da Cidade Nova, aqui vais encontrar a estátua de São Venceslau e o Museu Nacional. Outros monumentos de destaque são o Prikopy, local da antiga fortaleza; o Teatro Tyl, onde estreou a ópera Don Giovanni, de Mozart; o Teatro Nacional, de 1883 e a estátua do líder hussita Jan Ziska.

Seguramente que neste ponto, Praga se apresenta como uma capital que almeja a perfeição e é exactamente por isso, que possui um lado sombrio. Este lado, é um reflexo da sua história, que faz com que nesta cidade ainda vivam fantasmas. É fundamentalmente no bairro Josefov (a Cidade Judia), que vais encontrar estes fantasmas, mas não vais estar sozinho, uma vez que aqui chegam visitantes de todo o mundo para recordar as vítimas das perseguições nazis. No bairro Josefov, podes encontrar o gueto, o cemitério judaico (do século XII) e a sinagoga.

Um poeta caracterizou Praga como uma sinfonia de pedra, exprimindo de forma perfeita o seu carácter e beleza única. No entanto, o centro histórico de Praga não representa somente os testemunhos de pedra do passado. Praga sempre foi e será uma cidade viva, com uma quantidade invulgar de teatros e salas de concerto, mais de 20 museus e quase 100 galerias. Praga é tão rica e variada, que nos faz acreditar que no final de cada rua pode estar a realização de um sonho.

Em suma, Praga tem o charme das grandes cidades europeias e a tranquilidade de uma cidade pequena que pode ser visitada em poucos dia. Se gostas de ler romances, aproveita para ler "A Insustentável Leveza do Ser", do Checo Milan Kundera, seguramente que vais ver e sentir a cidade muito mais profundamente.

Viagem: O ideal é apanhares um avião de Lisboa para Praga. Uma reserva feita com alguma antecedência permite-te comprar um bilhete de ida e volta por cerca de 180€.

Estadia: A estadia num bom Hostel no centro da cidade, fica entre 15 e 20€/dia. Se quiseres mais conforto podes sempre optar por um Hotel. Reservar um quarto duplo por 7 noites, num Hotel de 2 ou 3 Estrelas, fica entre 250 e 300€ (18 a 22€/dia por pessoa).

PS: Se quiseres ir a Praga contacta-nos. Se não quiseres ir, espera por outro post ou então compra “A Insustentável Leveza do Ser” e leva um pouco de Praga até ti.

Antuérpia: Os diamantes são os melhores amigos de Antuérpia

Antuérpia é uma cidade que marca logo á chegada, principalmente se chegares de comboio, uma vez que é impossível ficar indiferente á beleza da estação central, recentemente considerada a quarta mais bela do mundo.


Em 1835, a Bélgica tornou-se no primeiro país da Europa continental a construir um sistema ferroviário e a estação central de Antuérpia, que foi construída entre 1895 e 1905, pela sua dimensão e luxo foge do tradicional conceito de gare ferroviária. Com efeito, é constituída por um edifício histórico de cúpula (praça Astrid) e um amplo átrio moderno (praça Kievit). O interior é ricamente decorado, com mais de 20 tipos diferentes de mármore e pedra, sendo que o salão principal e a cafetaria conseguem igualar os interiores de muitos palácios. Não há um único metro quadrado, dentro e fora da estação, que não esteja decorado e a cereja no topo do bolo, é uma galeria com mais de 30 lojas de diamantes.

A estação encontra-se no centro da cidade, ficando junto a Pelikaanstraat, um famoso bairro judeu que é conhecido mundialmente pela comercialização de diamantes. Um pouco por toda a cidade, vais encontrar lojas especializadas na comercialização de diamantes, mas em Pelikaanstraat os dois lados da rua estão repletos de lojas com os mais variados modelos de jóias e diamantes. É em Antuérpia que são comercializados 80% dos diamantes brutos e 50% dos diamantes lapidados de todo o mundo! Como podes ver, não é por acaso, que a consideradam o centro mundial do comércio de diamantes.

Antuérpia não é só mundialmente famosa pelos diamantes, também o é pelo seu porto, que é o segundo maior da Europa. Situada nas margens do rio Escalda, um dos maiores rios da Europa, a cidade desenvolveu ao longo da história uma relação de intimidade com o rio e segundo reza a lenda, o nome Antuérpia foi influenciado por este. Segundo a lenda, Druoon Antigoon, um gigante maldito que dominou desde tempos imemoriais uma curva do rio Escalda, exigia dinheiro a todos os navegantes que o pretendessem atravessar e como a “portagem” era muito elevada, o gigante acabava por cortar a mão a quem se recusasse a pagar. No entanto, Druoon Antigoon não conseguiu aterrorizar o valente soldado romano Silvius Brabo, que o derrotou numa batalha leal e o fez pagar na própria moeda, cortando-lhe a mão (hant em neerlandês) e arremessando-a (werpen) ao rio, dai o nome da cidade Hantwerpen.

A cidade tem muito para oferecer a quem a visita e devido à sua riqueza arquitectónica e ao charme das suas ruas sinuosas e estreitas, recomendo vivamente um passeio pelo centro histórico. A cidade velha guarda outro tipo de diamantes, como o Grote Markt, uma praça muito charmosa em forma de triângulo, que fica situada mesmo no coração da parte antiga. Num dos lados da praça, vais encontrar a câmara municipal, um edifício que se destaca dos demais, devido ao seu estilo renascentista.

Outro diamante, é a Catedral de Antuérpia  ou catedral de nossa senhora, uma das mais belas do mundo, que teve a construção finalizada no século XIX, apesar de esta ter sido iniciada no século XIV. Tens que subir obrigatoriamente à torre da Catedral, que com uma impressionante altura de 122 metros, te vai permitr avistar toda a cidade.

Se gostas de arte, a casa que pertenceu a Rubens, famoso pintor Belga do século XVII é outro diamante que tens que visitar. Como passou grande parte da sua vida nesta cidade, acabou por deixar um grande espólio.

Antuérpia é uma cidade encantadora, que te vai surpreender pela sua diversão nocturna. Entre os diversos bares e pubs, há um que não podes perder, o ‘T Efde Gebod (Décimo Primeiro Mandamento), um bar que fica num prédio do século XVI e tem uma decoração composta por mais de 300 imagens de santos (compradas ao longo de 30 anos) e um tecto pintado (tipo fresco), com quase 500 anos. Também vais encontrar uma zona tipo “red light district”, semelhante á que podes encontrar em Amesterdão.

Em suma, não há uma época do ano ideal para visitar Antuérpia, qualquer altura serve. Se quiseres gastar um pouco mais e trazer uma bela jóia para casa, este é um bom destino. Se não quiseres, então limita-te a aprecia os diamantes como os olhos e concentra-te na grande oferta cultural e na diversão que podes ter na “red light district”. Para ajudar à festa, não te podes esquecer que a Bélgica tem uma excelente cerveja e dos melhores chocolates do mundo. A nível de transportes, é uma cidade bem dotada, possui um bom terminal rodoviário, uma impressionante estação de comboios e aeroportos bastante próximos, como o de Bruxelas e o de Eindhoven na Holanda.

Viagem: Não há voos directos de Lisboa para Antuerpia, logo o melhor será viajar para Bruxelas e depois viajar de comboio, a viagem de avião custa cerca de 150 euros, a viagem de comboio tem um valor de 12 euros

Alojamento: A estadia num bom hostel no centro de Antuerpia ronda os 15 a 20 euros por noite, se preferires ficar num hotel, um quarto duplo num hotel 3 estrelas ronda os 50 euros noite

P.S: Se pretendes visitar Antuerpia contacta-nos que nós ajudamos-te a organizar a tua viagem, se não espera pelos próximos posts.

Bratislava: Da Eslováquia com amor

Bratislava é uma cidade muito especial, uma vez que é uma das capitais atravessadas pelo Rio Danúbio, a inspiração de Johann Strauss… treta! Na realidade, Bratislava foi a minha porta de entrada para a Europa de Leste e tive o prazer de viver lá durante um ano. Ter vivido lá, per si, não a torna especial, mas o que lá vivi sim.


Enquanto cidade, Bratislava é bastante pequena (cerca de 400 mil habitantes) e na realidade, só precisas de um dia para conhecer toda a sua zona histórica. Mas, apesar de pequena, Bratislava consegue ser extremamente encantadora durante todo o ano. No Verão podemos aproveitar para ir até um dos lagos da cidade (ou limítrofes) e mandar um mergulho, ou podemos limitar-nos a sentar numa esplanada e saborear um bela cerveja (a Eslováquia produz da melhor cerveja do mundo). No Inverno, podemos patinar em pistas de gelo e ser envergonhados por qualquer miúdo de 6 anos (o hóquei sobre o gelo é o desporto nacional e desconfio que quando um Eslovaco nasce, já tem um par de patins calçado), ou ir até uma barraquinha e reconfortar o estômago com “comida de dedo” (ex. uma bela salsicha grelhada) e vinho quente com especiarias.

Uma vez com o estômago cheio, vale a pena subir ao castelo e apreciar a paisagem. O rio Danúbio é de facto uma fonte de inspiração, mas para além disso também divide a cidade em duas, e é na margem direita  que encontramos a “cidade soviética”, Petržalka.

Petržalka é essencialmente uma zona residencial constituída por blocos de apartamentos chamado panelaks, um neologismo para os edifícios construídos a partir de painéis de cimento e que foram amplamente construídos, durante a era comunista, em todo o antigo Bloco de Leste. É interessante verificar o estilo funcionalista que caracterizava a arquitectura soviética, que nitidamente relegava a beleza e se concentrava no aspecto funcional da construção e do planeamento urbanístico. Em suma, é tudo muito recto, muito direito, muito sem cor, muito opressor. Petržalka, acaba por ser o retrato perfeito de um tempo que não deixou saudades.

Como já deu para perceber, será na margem esquerda do rio que deves concentrar a tua viagem, uma vez que é nesta margem que está situada a Bratislava antiga. Neste últimos anos a cidade tem-se desenvolvido muito, o que faz com que já não seja um destino propriamente “low cost” (diz adeus a 0,5l de cerveja por 0,5€), contudo ainda é bastante acessível.

Uma das ruas que deves explorar é a Obchodná, que é conhecida pelas suas lojas, cafés, bares e restaurantes. Será nesta rua que irás encontrar o Slovak Pub, um restaurante que é ponto de paragem obrigatório, uma vez que é óptimo para experimentar a gastronomia local. Dentro da oferta do seu vasto menu, recomendo vivamente a sopa de alho, que é servida no interior de um pão caseiro; o queijo Bryndza frito com molho tártaro (nunca consegui comer queijo frito em Portugal, ajudem-me porque fiquei viciado e já ando a ressacar) e Pirohy, que são uma espécie de bolinhos de massa cozida que é recheada com carne, bacon e natas (também pode ter outros tipos de recheio). Bebe em abundância cerveja Zlatý Bažant, porque para além de ser óptima, tem uma particularidade que agrada bastante, é leve. Se não gostares de cerveja, podes sempre pedir Kofola, um refrigerante Eslovaco do tipo “Coca-Cola”, que é inclusivamente mais vendido e consumido do que esta.

Nesta mesma rua, também podes encontrar um dos bares mais interessantes da cidade, o KGB, que tem uma decoração bastante sui generis, motivos soviéticos. Seguramente que ainda hoje vais encontrar uma estatua do Lenine e um grande quadro do Estaline. No que toca à música, é rock internacional (nada que te puxe), mas no que toca à bebida, é um dos poucos sítios onde se pode beber cerveja Razane, que é cerveja “normal”, misturada com cerveja preta (divinal!).

Se gostas de dançar, podes sempre continuar a noite na Rua Michalská (basta saíres da Obochdna em direcção à Torre de S. Miguel) e entrar no Havana Club. Não me vou alongar muito quanto às virtudes de ir a um bar com música latina, na Europa de Leste, imaginar o cenário é suficiente.

Como a vida não é feita apenas de borga, a cidade também tem uma oferta cultural interessante e podes desfrutar de uma boa ópera ou bailado. Os bilhetes são baratos, uma vez que estes espectáculo não são exclusivamente consumidos por elites intelectuais (mas mesmo assim ainda vão poder encontrar pessoas com casacos feitos de chinchila).

Em suma, em Bratislava a diversão é garantida. E se normalmente, isto é suficiente para te fazer viajar, acredita que a cidade consegue ir ainda mais além. Tudo graças aos Eslovacos, que são um povo fantástico, amigável, comunicativo, divertido e verdadeiramente hospitaleiro, no fundo muito semelhante a nós. A cereja no topo do bolo, será o gosto que nutrem pelo álcool e a beleza do povo no geral. 

De que estás à espera? Vai até Bratislava e deixa-te envolver pelo espírito desta pequena capital de Leste.

Viagem: O ideal é apanhares um avião de Lisboa para Viena e posteriormente apanhar um autocarro, para Bratislava, no aeroporto. Uma reserva feita com alguma antecedência permite-te comprar um bilhete de ida e volta por cerca de 190€. O bilhete de autocarro custa 7,7€ e a viagem demora cerca de 30 minutos.

Estadia:
A estadia num bom Hostel no centro da cidade, fica entre 15 e 20€/dia. Se quiseres mais conforto podes sempre optar por um Hotel. Reservar um quarto duplo por 10 dias num Hotel 3 Estrelas, fica entre 350 e 400€ (35 a 40€/dia por pessoa).

PS: Se quiseres ir a Bratislava contacta-nos. Se não quiseres ir, espera por outro post ou então compra um pára-quedas e leva um pouco de Bratislava até ti (É verdade! Foi um Eslovaco que inventou o pára-quedas).

Billund: A cidade da Lego

A história de Billund está incontestavelmente ligada á historia da lego, uma vez que foi nesta pequena cidade no sul da Dinamarca que em 1932 um carpinteiro chamado Ole Kirk Christiansen criou aquela que é hoje uma das empresas mais respeitadas no segmento de brinquedos em todo o mundo.


Billund é uma pequena cidade com cerca de 10.000 habitantes, é pacata e ideal para quem procura uns dias de repouso numa zona tranquila. O grande chamariz da cidade de Billund é o parque de diversões da lego, a Legolandia, é um parque bastante completo que em nada fica a perder para os grandes parques de diversões existentes por essa Europa fora, anualmente são milhões de pessoas que visitam a Legolandia. Billund encontra-se na zona Sul da Dinamarca, perto da cidade de Vejle e junto á fronteira com a Alemanha. É um destino que recomendo vivamente para quem procura se divertir, no entanto Billund serve essencialmente pela Legolandia, tendo poucas coisas de interesse, o aeroporto é bastante funcional e moderno, a nível de hotéis a cidade encontra-se bem dotada.

Em Billund voltamo-nos a sentir crianças e conseguimos realmente descontrair e descansar.

Viagem: A partir de Faro varia consoante as alturas do ano ( de 50 a 100 euros)

Estadia: 2 noites num hotel 2 Estrelas 40 Euros

P.S: Se pretendes visitar Billund contacta-nos que nós podemos-te ajudar a organizar a tua viagem.

Istambul: uma cidade dois continentes

Istambul é, talvez, a cidade mais emblemática da Turquia e por isso bastantes vezes confundida como sendo a capital (que na realidade é Ancara). A antiga Constantinopla é uma cidade que transpira história, ou não tivesse sido a capital de dois dos Impérios mais poderosos que existiram até hoje, o Romano e o Otomano, para além disso também é notória a influencia de outra grande cultura, a grega (ainda hoje as relações entre os dois países é tensa).


Como a história tem o seu peso, Istambul tornou-se num misto de culturas e  religiões, o que lhe confere uma riqueza única e que a UNESCO reconheceu, ao declarar em 1985 as zonas históricas como Património Mundial da Humanidade. A riqueza de Istambul, acaba por ser bastante perceptível do ponte de vista arquitectónico, uma vez que alberga inúmeras mesquitas, igrejas, sinagogas, palácios, entre outros monumentos que pela sua imponência e sumptuosidade, serão sempre de visita obrigatória.

A cidade encontra-se dividida pelo rio Bósforo, rio que separa, não só a cidade, mas também dois continentes,  o Europeu e o Asiático (por pouco que este pormenor não deu o direito a que figurasse na nossa categoria de lugares mágicos). Vale a pena percorrer o famoso estuário do “Corno de Ouro”, uma vez que esta zona antiga de Istambul é perfeita para encontrar vendedores ambulantes e mercados (como a Turquia é uma país rico gastronomicamente os mercados são um “ponto de encontro” para cores e aromas). Se não tiveres alma de comerciante, não te preocupes, porque terás também a hipótese de contemplar alguns dos ex-líbris da cidade, como a Mesquita Azul e a Basílica de Santa Sofia.

Istambul está ainda ligada a Portugal por duas particularidades: tal como Lisboa, também se referem à cidade como, “cidade das sete colinas”, uma vez que a península onde se encontra tem sete colinas; a segunda são os azulejos, que neste caso é uma ligação que existe devido à influencia Mourisca na nossa cultura.

Para concluir, este é sem duvida um destino a não perder e apesar de ser a cidade mais populosa da Europa e a quinta mais populosa do mundo, é segura! Relativamente ao seu interesse cultural, acho já ficou tudo dito. Agora, abraça a aventura e descobre por ti o que é que uma cidade que une dois continentes pode oferecer, e não te esqueças de comer um belo Kebab, acredita que é bem diferente daqueles que já experimentaste.

Viagem: Ronda os 200€ (depende da altura do ano).

Estadia: 4 noites num hotel 3 estrelas custa 80 euros.

P.S: Se pretendes ir a Istambul contacta-nos nós podemos te ajudar a organizar a tua viagem.

Pontevedra: Se fores a Compostela, peca antes em Pontevedra!

Se existe uma região de Espanha onde me sinto em “casa” é na Galiza e isto deve-se a três particularidades desta região: a primeira é o idioma Galego, uma espécie de português mal falado (ex. Ti queres auga?) que faz com que não seja necessário recorrer ao bom do “Portunhol”; a segunda é a possibilidade de beber Super Bock, sem dúvida melhor do qualquer cerveja espanhola (não me venham falar da Estralla, porque eu acredito piamente que é urina); a terceira, e mais importante, é a gastronomia, que me uniu definitivamente à Galiza, aos Galegos e mais especificamente aos Pontevedrenses (também me fez ir a Compostela pedir a absolvição de 1 ou 2 pecados).


Quanto à aventura em si, esta teve lugar na primeira quinzena de um mês Julho, altura das festas locais, que faz com que os arrabaldes também andem num boliço. Foi neste clima intenso que descobri os localmente famosos Furanchos, que basicamente são particulares a abrir e partilhar a sua casa (adega) e dotes culinários pela módica quantia de 10€ por pessoa. E ao que é que temos direito? Preparem-se! Varia de casa para casa, mas de uma forma geral podemos comer vieiras no forno, calamares (fresquinhos), pimentos pedron grelhados, tortilha de batata, revueltos de chouriço, presunto, queijo cabreiro e muito vinho. Os produtos são todos locais e os pimentos, o presunto, o chouriço e o vinho são em alguns casos produzidos pelo proprietário da casa. Para quem é amante do petisco e do convívio, os Furanchos são pontos de paragem obrigatória e até são bastantes fáceis de encontrar, uma vez que são colocadas tabuletas à beira da estrada para os assinalar.

Findada a "Furanchada" é melhor ir para Pontevedra e juntarmos-nos à festa. É importante levar o equipamento adequado (umas quantas litrosas de Super Bock), porque temos que nos juntar a algum botellons, que neste momento até são ilegais, mas continuam de tal forma enraizados na cultura local que é impossível acabar com eles. Em suma, em Pontevedra não passamos fome nem sede, não nos aborrecemos e principalmente não ficamos sozinhos.

Viagem: O ideal é ir de carro, entrar pela zona minhota (gosto de fazer a N13 por causa da paisagem) e depois apanhar a A55 (Autovia, como uma Auto Estrada, mas gratuita). No fundo só se gasta dinheiro em gasolina, vale a pena reservar 150€ e explorar bem a zona.

Estadia: Em época alta, reservar um quarto duplo por 6 dias num hotel ou pousada na zona de Pontevedra, fica em 240€ (20€/dia por pessoa).

PS: Se queres ir a Pontevedra, contacta-nos. Se não quiseres ir, espera por outro post ou então compra pimentos pedron no Pingo Doce e leva um pouco da Galiza até ti.